Portfólio Grupo Delírio - Uma visita para Frieda
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UMA VISITA PARA FRIEDA (1989)

About This Project

Contar uma história. Esta pode ser a primeira motivação dos artistas de teatro. Mas contar uma his­tória não é uma tarefa fácil. Principalmente porque nunca sabemos ao certo qual é a história que o nosso público quer assistir.

 

Lembro-me, muito bem, que quando tinha 4 ou 5 anos, obrigava minha avó a contar-me, dia após dia, incessantemente, a história de João e Maria. Ela suge­ria contar outras, mas eu queria ouvir “João e Ma­ria”, Porque me fascinava acenaemquea bruxa é jogada dentro de um caldeirão de água fervente. E ao mesmo tempo uma cena terrível e catártica.

 

Contar uma história no teatro me parece a aproxi­mação desta fantasia. Quando você tem uma história escrita por outro artista, no caso o alemão MartinWal- ser, você tem que procurar dentro dela a sua bruxa e o seu caldeirão de água fervente. O que me fascina, pro­vavelmente fascina o público. Pelo menos esta é a pre­tensão do artista. Conto UMA VISITA PARA FRIE- DA para as pessoas que fascinam-se com a cena de uma bruxa sendo atirada dentro de um caldeirão de água fervente. Porque o meu desejo é o de conversar com o público. Como dois amigos que trocam idéias sobre um assunto comum.

 

UMA VISITA PARA FRIEDA – DER ABS- TECHER é, em rápidas pinceladas, o pensamento de um grande escritor — Martin Walser – sobre o poder que os homens exercem uns sobre os outros. Mas eu quero que o público presencie no palco do teatro, este poder. Representado não apenas em diálogos, mas em roupas, objetos, sons, comidas, ou seja, tudo o que envolvem os homens — a sua casa, o seu trabalho, o seu país. Como o homem molda e é moldado por sua condição de vida. Como ele vê e é visto pelo outro homem.

 

Embora elementos integrantes de uma peça teatral alemã, escrita em 1961, cabem perfeitamente, por exemplo, num Brasil de 1989/90. Como os personagens de UMA VISITA PARA FRIEDA, os brasileiros vivem hoje, o dilema de encontrar o seu verdadeiro papel numa sociedade cheia de vícios sociais, arraigados pela tradição de país pa­ternalista, machista e pobre.

 

Conversar sobre assuntos tão profundos e dolorosos requer uma linguagem específica. O GRU­PO DELÍRIO DE TEATRO, optou por colocar o de­do na ferida. “UMA VISITA PARA FRIEDA” ence­nada pelo GRUPO DELÍRIO segue a máxima de que “rindo, castiga-se mais”! E não poupamos es­forços para que os elementos desta trágica história se transformassem em expressões de cores fortes, para que nossa conversa fosse bem humorada, como amigos que quando contam casos, exageram, rien e se emocionam, com histórias tristes ou alegres, mas que tem a ver com suas vidas, reforçam a amizade e provocam um novo encontro.

Cenário e figurinos  ROSA MAGALHÃES

Iluminação  BETO BRUEL

Sonoplastia  FLÁVIO STEIN

Preparação corporal  SANDRA ZUGMAN

Operador de luz  JAIRO EGYDIO

Operador de som  PAULO FERNANDES

Confecção de cenário  Equipe da Fundação Teatro Guaíra

Confecção de figurinos  Equipe da Fundação Teatro Guaíra/Alfaiataria Jocquey

Programa e cartaz  LUIZ ALBERTO CRUZ (Foca) e CRISTINA RIBAS

Fotos  CHICO NOGUEIRA

Divulgação ÁLDICE LOPES

Troféu Gralha Azul

  • Melhor Espetáculo
  • Melhor Direção – EDSON BUENO
  • Melhor Atriz – ELIANE KARAS
  • Melhor Iluminador – BETO BRUEL

Date

2001

Category

Arte, Era de Bronze

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